Artigo de revisão

CRIATIVIDADE: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

Revista Ciência e Conhecimento — Vol. 4 (2010) pp. 196-222

O presente artigo apresenta o fenômeno da criatividade sob a ótica dos principais autores que historicamente, desde a década de 50, dedicaram-se a este tema inicialmente rodeado por mitos e explicações não científicas. Os estudos, desde as primeiras tentativas explicativas foram marcadas por debates polêmicos e refutações. A abordagem inicial da criatividade foi à busca de uma variável que explicaria o fenômeno. Embora tais descobertas explicassem em parte a criatividade, suas explicações acabavam reduzindo sua compreensão, tendo em vista a complexidade do tema. A medida que os estudos e pesquisas avançavam, fruto de um maior número de adesão de pesquisadores, a necessidade de uma explicação mais complexa e variada foi necessária. Atualmente a visão do enfoque multidimensional tem sido apontada como a teoria mais aceita para a compreensão do fenômeno da criatividade.

criatividade; enfoque multidimensional

Referências

ALENCAR, Eunice Soriano de. Psicologia da Criatividade. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986.
ALENCAR, Eunice M. L. Soriano & FLEITH, Denise de Souza. Desenvolvimento de talentos e altas habilidades. São Paulo: Artes Médicas, 2007.
AMBROSE, D. Unifying theories of creativity: Metaphorical thought and the unification process. New Ideas in Psychology, 1996.
BARRON, F. Creative person and creative process. New York:Rinehart & Winston,1969.
BONO, Edward de . El pensamiento lateral, Manual de creatividade., Paidós Plural, Barcelona, Buenos Aires, México,1998.
BONO, Edward de (1998), El pensamiento lateral, Manual de creatividad. Paidós Plural, Barcelona, Buenos Aires, México, [orig. 1970].
__________ (1999), El pensamiento creativo, El poder del pensamiento lateral para la creación de nuevas ideas. Paidós Plural, Barcelona, Buenos Aires, México, [orig. 1992].
BUTCHER. H.J. A inteligência humana. São Paulo: Estudos, 1972.
CARNEIRO, Júlio César R. Educação Musical Infantil e Processos de Criatividade:Um Estudo Comparativo. Dissertação de Mestrado. UFRGS – FACED, 2010.
EYSENCK, M. W. & KEANE, M. T. Psicologia Cognitiva: um manual introdutório. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.
__________ . Manual de Psicologia cognitiva. Porto Alegre. ARTMED, 2007.
GARDNER, H. Estruturas da Mente. A Teoria das Inteligências Múltiplas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1994.
GUILFORD, J. L. Creativity. The american psycologist, v. 5, n.9, 1980.
KNAPP P. & colaboradores. Terapia Cognitivo-Comportamental na prática psiquiátrica. Porto Alegre: Artmed, 2004
LUBART, Todd, I. Psicologia da Criatividade, Porto Alegre: Artmed, 2007.
MORAES, M. F. Definição e Avaliação da Criatividade: Uma Abordagem Cognitiva. Braga: CEEP. 2001.
MUMFORD, M. D. & GUSTAFSON, S. B. “Creativity syndrome: Integration, application, and innovation”, Psychological Bulleting, Vol. 103, 1988.
NOGUEIRA, M. A. A Música e o desenvolvimento da criança. Revista da UFG, vol. 5, No 2, dezembro 2003.
OCHSE, R. Before the gates of excellence. Cambridge, NY: Cambridge University Press, 1990
OSBORN, A. O poder criador na mente. São Paulo. Ibrasa, 1965.
OSTROWER, Fayga. Criatividade e processos de criação. Petrópolis: Vozes, 1987.
ROGERS, Carl. Tornar-se Pessoa. Tradução Manuel Jose do Carmo Ferreira e Alvamar Lamparelli. São Paulo: Martins Fontes, 1995
SCHAEFER, C. Manual for Biographical Inventory Creativity (BIC). C.A.San Diego, 1970.
STERNBERG, R.J. Handbook of creativity. New York: Cambridge University Press. 1999.
STERNBERG, R.J.,& LUBART T.I. An investment theory of creativy and its development. Human Development,1991.
TORRANCE, E. P. Cumulative bibliography on the Torrance Tests of Creative Thinking. Athens: Georgia Studies of Creative Behavior, 1996.
TORRANCE, E. P. Rewarding creative behavior: Experiments in classroom criativity. New Jersey: rentice-Hall, Inc. Englewood Cliffs. 1965.
TOURANGEU, R. & STERNBERG, R. J. Understanding and Appreciating Metaphors. Cognition, 1982.
WARD,S. A Natureza é cruel. Entrevista. VEJA Editora Abril. Edição 2149 SP– ano 43 – no 4 – p.17 – 21. 27 de janeiro de 2010.