Resumo
O presente artigo busca analisar a arteterapia como estratégia de intervenção psicossocial em um grupo de convivência do CAPS de Charqueadas-RS, buscando práticas integrativas e humanizadas, alinhadas aos princípios da Reforma Psiquiátrica. A pesquisa-ação envolveu cinco atividades expressivas contando com colagem, desenho, modelagem em argila, pintura com música e feedback — visando estimular a socialização, expressão simbólica, estruturação da personalidade/subjetividade e fortalecimento de vínculos. Os resultados indicaram melhora na autoestima, engajamento, comunicação emocional, adesão ao tratamento e integração dos participantes, especialmente daqueles com dificuldade de vinculação. A arteterapia mostrou-se um recurso acessível e eficaz na prevenção e promoção da saúde mental e na reabilitação psicossocial. Entre as limitações, destacam-se o tempo reduzido de intervenção, falta de materiais na saúde pública, ausência de instrumentos sistematizados de avaliação e profissionais especializados. Recomenda-se a partir deste ampliar estudos e fortalecer a formação das equipes em práticas expressivas.