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Avanços e desafios da atenção primária à saúde no Rio Grande do Sul: Políticas públicas recentes e impactos para a gestão municipal e para a medicina de família e comunidade

Élen Mayara Dias Camargo 1 ;  Gabriela Przybulinski Prezotto Pinheiro 1 ;  Pedro Henrique Janoski 1
XXIIICP&XIIME — 23ª Edição-2025 29/05/2026
1 Faculdade Ulbra Medicina São Jerônimo

A Atenção Primária à Saúde (APS) constitui a base do Sistema Único de Saúde (SUS) e representa o eixo organizacional que sustenta as ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde no Brasil (Giovanella et al., 2023). Este artigo tem como objetivo analisar os principais avanços e desafios da APS no estado do Rio Grande do Sul, entre 2022 e 2025, com foco em três eixos centrais: financiamento, cobertura de equipes e gestão estadual. Além disso, busca compreender de que forma essas transformações têm impactado a prática da Medicina de Família e Comunidade, refletindo sobre caminhos possíveis para consolidar a APS como instrumento de equidade e qualidade assistencial. A metodologia adotada é bibliográfica e documental, com levantamento de dados em periódicos científicos nacionais e internacionais, além de relatórios oficiais publicados entre 2021 e 2025. Foram utilizadas palavras-chave específicas (“Atenção Primária à Saúde”, “Financiamento”, “Gestão Estadual”, “Cobertura de Equipes”), resultando em 48 publicações identificadas, das quais 22 foram selecionadas para análise crítica. Os resultados apontam avanços expressivos, como a redução de 64% das filas de espera por consultas especializadas e o aumento da cobertura das equipes de Saúde da Família, que passou a abranger 84,2% da população. Esses indicadores refletem a efetividade das políticas estaduais em vigor e a ampliação dos investimentos na área, especialmente após a criação de novos programas de incentivo (SES-RS, 2025; Ministério da Saúde, 2024). Contudo, persistem desafios estruturais, como as desigualdades regionais, a rotatividade de profissionais e a sustentabilidade do financiamento. Conclui-se que a consolidação da APS no Rio Grande do Sul depende da continuidade da gestão estadual, de um planejamento territorial equitativo e do fortalecimento das práticas integradas entre atenção básica, vigilância em saúde e participação social.

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